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Celebração de Páscoa – 2018

Celebração de Páscoa – 2018

Objetivo: Propiciar a vivência da Páscoa aprendendo a respeitar e conviver. Para este momento vamos precisar de:  Ninho feito de palha ;  Uma mesa com a palavra “Irmãos” em destaque;  Som/ música: Senso de humanidade – CD: Super feliz – Paulinas COMEP; Bichos de pelúcia (ou fantoches): Coelho branco, coelhos coloridos lince, raposa e coruja;  História: O […]

Objetivo: Propiciar a vivência da Páscoa aprendendo a respeitar e conviver.

Para este momento vamos precisar de:

  •  Ninho feito de palha ;
  •  Uma mesa com a palavra “Irmãos” em destaque;
  •  Som/ música: Senso de humanidade – CD: Super feliz – Paulinas COMEP;
  • Bichos de pelúcia (ou fantoches): Coelho branco, coelhos coloridos lince, raposa e coruja;
  •  História: O Coelhinho branco que queria viver em paz (Anexo).
  • A Bíblia sagrada;
  • Ovos de papel;
  • Canetas coloridas.

 

  • Desenvolvimento

 

ComentaristaPáscoa significa VIDA NOVA. É tempo de aprender com Jesus sobre o respeito e amor a todos que nos rodeiam. Tempo de pensar no sentido da vida: o que mais desejamos? Jesus nos mostra, com sua vida, que é possível pensar num mundo diferente, marcado pelo respeito e justiça. Se queremos um mundo de irmãos, temos que começar a construi-lo agora. Isso é sabedoria. (Entrada da Bíblia aberta na história da Páscoa de Jesus). Leitura de uma frase da bíblia. Comentários relacionados à paz.

Música: Senso de humanidade

 Hora da história: A história “Coelhinho branco que queria viver em paz” ensina-nos a sermos irmãos, convivendo com mais respeito. Vamos encená-la.

Comentarista: Em nossa Páscoa, vamos falar com Deus no silêncio do nosso coração. Vamos pedir  que tenhamos respeito com as pessoas porque gentileza gera gentileza.

Oração : Desenhar seu jeito de resolver problemas (usar o ovo de papel e colocá-lo no ninho).

Oração espontânea. Fazer o compromisso de boas atitudes, sabedoria de quem quer viver em paz. Isso é VIDA NOVA!

Saída: Abraço da Paz – (pegar o ovo com o desenho e levar para casa como sinal de paz).

 

 

Anexo:

O coelhinho branco que queria viver em paz.

UNESCO – Best Practices of Non-Violent Conflict Resolution in and out of school. Paris:
UNESCO, 2002.
Disponível na WWW: http://unesdoc.unesco.org/images/0012/001266/126679e.pdf

Era uma vez, há muito, muito tempo, havia uma mãe e um pai coelhos que tiveram muitos coelhos
bebés de cores diferentes: pretos, cinzentos, castanhos, malhados e até às riscas. Mas entre eles
havia um, o mais novo, que era todo branco, branco como a neve que brilha ao sol, numa tarde
luminosa de Inverno. Esta família de coelhos vivia com outras famílias numa enorme floresta cheia
de grandes pinheiros verdes, magníficos cedros e bonitas bétulas onde as aves podiam construir os
seus ninhos. As famílias de coelhos construíram as suas casas sob os ramos dos cedros para se
abrigarem da chuva e da neve.
Às vezes, o coelhinho branco era deixado sozinho pelos seus irmãos e irmãs e até mesmo pelos seus
amigos só porque era todo branco. Por ser de uma cor diferente, ninguém queria brincar com ele. E
ele então ficava muito triste porque não tinha ninguém com quem brincar. Às vezes, os outros riamse dele, porque era mais pequeno do que todos os outros.
Eles diziam-lhe coisas desagradáveis. Palavras que feriam o seu pequeno coração. Quando a noite
chegava e o sol dava lugar à lua, o coelhinho branco não conseguia dormir porque os seus irmãos e
irmãs o provocavam. Mordiam-lhe as orelhas, beliscavam-se as patas, davam-lhe palmadinhas nas
costas e faziam-lhe cócegas no pescoço. O coelhinho branco detestava essas brincadeiras. Isso
magoava-o, porque ele não sabia o que fazer. Ficava a olhar as sombras dos animais errando no
meio da noite e sentia-se triste. E sonhava viver em harmonia. Sonhava com uma vida melhor.
Certa manhã, o coelhinho branco, que estava farto de todas estas disputas, decidiu fazer uma
caminhada pela floresta. Enquanto andava, esperava encontrar alguém que pudesse ajudá-lo a viver
em harmonia e a libertar-se do sofrimento e da raiva. Depois de caminhar um pouco, o coelhinho
branco passou pelo covil de uma raposa. Ele sabia que a raposa era muito astuta, e decidiu pedir o
seu conselho:
– Olá Sr.ª Raposa. Eu sou o coelhinho branco e quero viver em paz. A senhora, sendo tão astuta,
poderia dizer-me o que devo fazer?
Depois de ouvir a história do coelhinho branco, a raposa disse-lhe:
– Acho muito bem que queiras viver em paz e queiras encontrar soluções para os conflitos da tua
vida. Quando eu era jovem, não era tão astuta como sou hoje. Mas o tempo ensinou-me a ser mais
calma. Agora, quando estou numa briga, quando alguém me magoa ou não pensa da mesma
maneira que eu, inspiro profundamente e imagino uma luz azul em volta de mim. E isso ajuda-me a
recuperar a calma. Quando já estou mais calma, então posso falar sem discutir para tentar resolver o
problema.
Feliz com os conselhos que a raposa lhe tinha dado sobre a forma de viver em paz, o coelhinho
branco agradeceu-lhe e partiu para a floresta. Sorrindo, a raposa disse-lhe ainda:
– Lembra-te, tens de respirar profundamente três vezes para manter a calma. Isso vai aliviar-te do
teu sofrimento e da tua raiva e vai fazer-te ficar mais calmo. Inspira pelo nariz e expira pela boca,
meu amiguinho branco.
Um pouco mais adiante, o coelhinho branco encontrou a Senhora Coruja. Ele já tinha ouvido falar
dela. Os outros animais da floresta diziam que ela era muito gentil. E decidiu pedir-lhe também
conselho:
– Olá, Sra. Coruja! Eu sou o coelhinho branco e quero viver em paz. Pode dar-me alguns conselhos,
porque eu ouvi dizer que a senhora nunca briga.
– Ah, sabes, eu às vezes também brigo. Mas tento sempre resolver o problema falando com a outra
pessoa. Aproveito para entender melhor qual é o problema entre nós, para ver como cada um de nós
sente e o que queremos mudar ou melhorar. Juntos podemos encontrar soluções para pôr fim à
disputa. Então procuramos a melhor solução, aquela que melhor nos convém a ambos.
– E é assim que a senhora consegue viver em paz?
– Sim, é isso. Agora tens uma nova pista sobre como viver em paz. Lembra-te, podes sempre falar
com a outra pessoa para encontrar uma solução…
O coelhinho branco agradeceu à Sra. Coruja e seguiu o seu caminho. Estava contente por ter
aprendido este truque novo.
Depois de algum tempo, encontrou o lince. Este pequeno gato selvagem era famoso por ser um bom
ouvinte.
– Olá, Sr. Lince! Eu sou o coelhinho branco e quero viver em paz. Pode ajudar-me?
O Lince olhou para ele e disse:
– Com os meus olhos de lince, posso ver coisas que são invisíveis. Eu sei que estás à procura de
maneiras de viver em paz, portanto, escuta! Dantes, eu guardava dentro de mim coisas que me
incomodavam. Estava frequentemente irritado e triste. Só pensava em mim. Hoje, consigo dizer o
que penso, o que quero e como me sinto. Para além disso, pergunto aos outros como vêem as coisas,
o que querem e o que sentem nos seus corações. Desta forma, consigo viver em paz e os outros
também. Agora já sabes que é por pensares também nos outros e não apenas em ti que irás evitar
brigas e ser capaz de viver num mundo mais feliz.
O coelhinho branco agradeceu ao Lince e foi para casa. Quando estava quase a chegar a casa,
encontrou-se com alguns dos seus amigos que o provocavam e lhe diziam coisas desagradáveis, que
zombavam dele por ser pequeno e de uma cor diferente da deles. O coelhinho branco respirou três
vezes profundamente e imaginou uma luz azul em volta de si. Sentindo-se mais calmo, dirigiu-se
aos amigos, para ter uma conversa com eles. Perguntou-lhes porque lhe faziam aquelas coisas e
disse-lhes que as coisas que eles lhe diziam o deixavam triste. Disse-lhes também como queria ser
tratado. Juntos, encontraram uma solução que deixou todos felizes. (Pergunte aos educandos qual a solução
que eles pensam que foi encontrada. Diga-lhes que podem ilustrar, desenhar ou escrever a solução
se o desejarem). Logo que o conflito foi resolvido, o coelhinho branco
voltou para casa.
Quando chegou, contou aos pais sobre a sua aventura e como poderia ficar calmo, seguindo o
conselho da Senhora Raposa, como poderia falar para resolver os problemas, como a Sra. Coruja
lhe tinha explicado, como poderia pensar em si e nos outros, como o Senhor Lince tinha sugerido.
Os pais ouviram-no atentamente e felicitaram-no, antes de sugerir que fosse para a cama.
Enquanto o pai o levava para dentro, disse-lhe que podia gastar um bocadinho do seu tempo, todos
os dias, a pensar sobre o que poderia fazer para viver em paz.
Naquela noite, o coelhinho branco teve sonhos maravilhosos porque agora vivia num mundo onde
havia um pouco mais de paz.

Jacqueline Crepaldi Souza

Doutora e Mestra em Ciências da Religião (PUC Minas). Pedagoga (Newton Paiva). Psicopedagoga e Técnica em Comunicação Assistiva (PUC Minas). Teóloga (PUC Minas). Diretora da Consultoria de Ensino Religioso - C.E.R. Tem experiência na área de Educação com ênfase na inclusão.

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